01 maio 2007

Despedida de solteiro(a)

... de arromba!

Duas semanas antes do grande dia, os amigos e familiares dos noivos preparam com afinco a despedida de solteiro.

O conceito remonta ao período da Reforma, quando servia para os amigos do noivo lhe reforçarem as economias, para garantirem que, no futuro, ele continuaria a acompanhá-los nas saídas nocturnas. Enquanto isso, amigas e mulheres da família da noiva reuniam-se pacatamente em casa para verificar se não faltava alguma peça ao enxoval. Ainda hoje, sobretudo na cultura anglo-saxónica, os "Bridal Showers" mantêm mais ou menos este espírito. Servem de pretexto para oferecer presentes sérios e menos sérios à noiva e costumam preceder a despedida de solteira propriamente dita.

Modernices:

Hoje, a tradição mantém-se, mas os costumes renovaram-se. Marca-se um jantar, onde os anfitriões são vítimas das diabruras dos amigos - sobretudo as noivas, que recebem presentes eróticos - bebe-se além da conta e dança-se até de manhã.

Normalmente, as despedidas de solteiro do noivo e da noiva acontecem em separado. Mas nada impede a realização de uma festa comum, se esse for o desejo dos noivos. Isto pode fazer sentido se o casal tiver muitos amigos em comum. Há também quem combine um encontro "acidental" entre o grupo da noiva e o grupo do noivo. Isto significa que o jantar e as horas iniciais da festa se passam de maneira a que rapazes e raparigas se divirtam à vontade e em separado, mas depois todos se juntam e... enfim, divertem-se ainda mais! Esta opção exige, claro, que ambos marquem as festas para a mesma data.

A organização da festa (não basta contratar um(a) stripper!)

Seja uma saída na cidade ou um fim-de-semana fora, a despedida de solteiro(a) é um ritual de passagem entre pares. Uma festa organizada pelos(as) amigos(as) mais chegados(as) de quem vai dar o nó. É suposto incluir muito divertimento e até alguma loucura. Para que tudo corra bem, é preciso planeá-la cuidadosamente:

Nomeação de um "comité de organização": regra geral, os preparativos ficam a cargo do(a) padrinho(madrinha). Mas pode ser necessário delegar tarefas e agendar "reuniões" para fazer o ponto da situação.

Não envolver pessoas que não integrem a lista de convidados do casamento: Não é preciso explicar porquê, pois não?

Quem casa, não paga: As despesas da festa são suportadas pelos convivas. A parcela da(o) noiva(o) é dividida pelos restantes elementos do grupo.

Decidir se a festa vai ou não ser surpresa: Se for, tem mais piada. Se não for, as probabilidades de agradar ao festejado são maiores porque pode contar-se com a opinião dele(a) na fase de preparação. Mesmo se o(a) noivo(a) estiver a par da festa, os(as) amigos(as) devem reservar algumas surpresas.

Ter em consideração os gostos do(a) noivo(a): embora o objectivo seja o divertimento geral, é preciso ter presente os gostos, convicções e sentido de humor do(a) noivo(a). Mesmo que toda a gente queira passar a noite num clube de strip, convém ter a certeza que isso não vai desagradar ou até ofender a pessoa a quem se oferece a festa. O mesmo é válido para as típicas partidas, jogos e presentes eróticos que costumam surgir nestas ocasiões.

Se a festa incluir álcool, junte-se o útil ao agradável: contratar uma limusine com motorista dá um toque especial a uma noite que se quer inesquecível e previne acidentes trágicos.

Marcar a festa com antecedência: antecedência relativamente ao casamento, para que os noivos possam recuperar dos excessos; e antecedência relativamente à própria despedida de solteiro(a), sobretudo se tratar de um fim-de-semana fora.

Trabalhar em equipa: Cada convidado deve preparar um brinde (mais ou menos sério, emotivo ou humorístico, conforme a personalidade de cada um). O grupo pode também trabalhar num DVD ou álbum com testemunhos, histórias, fotografias antigas, fotomontagens, caricaturas e o que mais a imaginação ditar. Cada um contribui com algo que caracteriza a personalidade do(a) noivo(a) e as experiências vividas com os amigos presentes na festa.